Posted by Taciana H Thomazini | Artigo/Tema: Coaching e Juventude.
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Magnífica é a juventude, exuberante em sua beleza, repleta de energia, capacidade de gerar ideias, criar, inovar, adaptar-se ao novo e desconhecido, enfrentar desafios e cheia de vontade de sonhar, amar, vencer e, sobretudo, viver e ser feliz.

Os jovens são seres repletos de potencialidades a serem exploradas bem como são dotados de fraquezas, inerentes a própria condição humana e oriundas dessa fase da vida, permeada por intensas transformações biológicas, sociais e econômicas.

Entretanto, é preciso que o meio, no qual estão inseridos, e as relações entre eles sejam favoráveis para que as boas características se manifestem e perdurem. É imprescindível combater as adversidades para que seja evitada a expressão das vulnerabilidades.

Assim, como em qualquer outra fase da vida, a juventude é marcada por acontecimentos peculiares, estando entre os de maior importância para a realização pessoal, a escolha de uma profissão. Esta consiste em uma importante experiência vivenciada pelos jovens, geralmente a partir dos 15 anos de idade, e que, embora possa soar como uma simples constatação, retrata uma fase conflituosa de milhares de jovens que, se não forem providos de orientação adequada, sustentarão as consequências negativas pelos anos seguintes de suas vidas, comprometendo a sua transição para a vida adulta e interferindo em vários aspectos de sua vida, dentre eles a formação de novos arranjos familiares.


Como consequência negativa, pode ser ressaltada a formação de adultos ou, melhor dizendo, jovens e imaturos adultos que não são donos de suas próprias razões e emoções e, finalmente, de suas escolhas pelo fato de delegarem suas próprias trajetórias de vida, as quais ficam desprovidas de identidade própria e, obviamente, seguirão desmotivados e desorientados por não terem tido a oportunidade de descobrirem suas próprias capacidades motivacionais.

Diante da realidade exposta, fica explícita a importância e a necessidade de urgência no fornecimento de suporte adequado aos nossos jovens de forma a propiciar a transformação desse momento de pressões e cobranças em um momento de valorização do próprio eu e de expressão da sua própria essência. Caminhando nessa outra direção, rumo ao seu universo interior, encontrarão um novo sentido para suas vidas, ou melhor, o verdadeiro sentido, o qual ocorrerá de maneira confortável, livre de opiniões e interferências alheias.

Afinal, o que é ser jovem? Entender as definições e imagens reproduzidas a respeito da juventude favorece a elaboração de estratégias de enfrentamento mais adequadas às suas necessidades.

De acordo com o Censo de 2010, o contingente de jovens brasileiros, de 15 a 24 anos de idade, era representado por 34.236.060 milhões. E apesar de existirem esforços e a preocupação por parte da sociedade quanto a definições do ponto de vista social e político, elas não os configuram em sua integralidade, já que não tratam das particularidades de cada ser humano, visto que cada um é dotado de uma essência única, e que está inserido em um ambiente externo dinâmico e multifatorial.

Dessa forma, embora compartilhem de algo em comum por estarem enquadrados em uma mesma faixa etária e representados pelos mesmos direitos e deveres, eles também expressam traços individuais, determinados pelas características biológicas e psíquicas, pelo meio onde vivem, pela cultura adquirida, pelas interferências das pessoas com quem se relacionam e, sobretudo, pelas experiências vivenciadas em sua história de vida. Em outras palavras, o universo jovem reflete diferentes etnias, graus de escolaridade, níveis socioeconômicos, crenças, valores e culturas.

Contextualizando-os no cenário atual, os nossos jovens expressam dificuldade em realizarem as escolhas relacionadas ao seu momento de vida, estando entre elas, a escolha profissional, fato justificado pela expressiva instabilidade profissional e insatisfação pessoal.

A fim de exemplificar as constatações supracitadas, é oportuno citar uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qual constatou que 53% dos brasileiros formados trabalham em outras áreas, deixando a profissão que desejavam, quando se tornaram acadêmicos, de lado. Constatou-se também que o Brasil tem uma das mais altas taxas do mundo de evasão do ensino superior e dentre as causas apontadas para tal ocorrências estão a falta de vocação para a profissão, a influência familiar, a idade do aluno e a falta de conhecimento prévio sobre a carreira escolhida no vestibular.

Um estudo feito na Universidade de São Paulo (USP), com 180 jovens que estavam em crise ou desistiram do ensino superior, sendo 85 de universidades públicas e 95 de particulares, entrevistados entre 1996 e 2002, constatou que quase metade dos estudantes que desistiram da graduação teve problemas no momento da escolha; 44,5% dos alunos desistentes acabaram abandonando o que era seu sonho de realização profissional e se tornou a opção errada, por pressões dos pais, por falta de informação sobre a faculdade ou sobre o mercado de trabalho. E a desistência no primeiro ano do curso foi associada, predominantemente, à escolha errada.

Outro estudo, realizado pela Market Analysis, Instituto de Pesquisa de Mercado e Opinião Pública, revelou que os brasileiros estão cada vez mais descontentes no ambiente de trabalho. A insatisfação com a atividade exercida foi o item que mais evoluiu entre 2003 e 2006, passando de 18% para 42%. Segundo pesquisa realizada na América Latina sobre realização profissional, os trabalhadores brasileiros lideram o ranking dos insatisfeitos.

A realidade apresentada aos nossos olhos é a de que, ao entrarem nessa fase, eles são interpelados pela cobrança imposta por interesses e opiniões influenciadoras da sociedade, principalmente a influência familiar, de adotarem tamanha atitude sem que tenham sidos inseridos em um processo, no qual tivessem a oportunidade de entrarem em contato com tal temática, desenvolvê-la e amadurecê-la, para então, no momento em questão, em que se exige a apresentação de resultados, aqui relacionados à vocação profissional, realizasse-a de maneira consciente, individual e segura.

Diante da percepção de que certa realidade carece de melhorias e da pretensão de avançar para um contexto melhor, é preciso autoconhecimento, determinação, coragem e atitude para seguir em direção a novos horizontes, pois como bem disse Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

É preciso também ter em mente que o êxito almejado pode não ser resultante da primeira tentativa, no entanto, persistir é preciso, pois não quer dizer que qualquer dificuldade remete ao fim, porém mudar a direção e prosseguir direciona ao alcance dos objetivos. Amyr Klink adotou esse princípio e foi merecedor de grandes conquistas, conforme relata no seguinte depoimento: “É melhor tomar o barco errado, se dar conta disso e corrigir a sua carreira, do que viver acomodado num caminho que parece mais interessante, se adaptar a ele e nunca mais questionar ou corrigi-lo. Para mim foi importante tomar o barco errado – não sei se é um bom conselho – mas me fez acordar. Eu jamais teria acordado se não fosse assim. Eu fiquei muito transtornado depois de concluir a universidade e constatar que não era aquilo que queria fazer. Foi uma decisão muito difícil, tinha a questão da sobrevivência financeira, além dos quatro ou cinco anos perdidos, mais dois ou três anos exercendo a atividade. São exatamente esses anos que pesam para você mudar; eles funcionam como uma mola que vai comprimindo nossas vontades, só que a certa altura, ela salta. Às vezes, sem uma pressão externa, nunca se dá esse salto. Só dei esse salto quando pensei: ou era naquele momento ou nuca mais”.

Assim, não resta-nos dúvida de que em outra direção é preciso conduzir esse precioso universo populacional rumo a uma realidade onde será possível visualizar um número progressivamente maior de seres humanos satisfeitos e felizes, tanto no âmbito pessoal quanto profissional, ou melhor dizendo, em todos os aspectos da vida. Com este propósito, o jovem carece ser conduzido ao autoconhecimento aliado ao conhecimento dos cursos e suas evidências no mercado de trabalho. Desse modo, será possível unir as características e interesses pessoais com as possibilidades que o mercado de trabalho oferece.

Para a obtenção do autoconhecimento e o consequente desenvolvimento comportamental, é de grande valia a atuação de um orientador que faça uso de uma metodologia que propicie a inserção do jovem num processo constante de busca e revelação da sua própria subjetividade. Nesse sentido, destaca-se a importante atuação de um Coach que utilize a Metodologia Life & Professional Coaching (Coaching LPC), cuja aplicação permitirá conduzir os jovens pelo caminho que os levarão a escolhas essencialmente pessoais e assertivas em relação à carreira a ser seguida e também a todas as outras escolhas que se fizerem necessárias em sua vida.

Qual será o caminho a ser percorrido? Muito além de qualquer constatação, há uma vereda a ser explorada e lapidada: a essência humana. É a partir dela que emerge todo e qualquer sentimento que origina um vasto conteúdo de reações. Tamanha é a sua importância, que somente por meio dela, todo ser humano é capaz de reconhecer o seu propósito de vida e ser guiado pelos seus próprios impulsos. Em outras palavras, ele será o autor de sua própria vida, assumirá o comando da mesma, desfrutando de todas as sensações positivas, resultantes de suas experiências de vida.

Sendo assim, a necessidade de mudança de rumo é inadiável e a direção a ser seguida já é conhecida: é para dentro de si, é pela busca do autoconhecimento, permitindo a profunda compreensão de si mesmos, por meio do conhecimento de suas forças e fraquezas, de forma a adotar as primeiras em detrimento das últimas.

A vivência do Processo de Coaching permitirá a eles serem capazes de identificar todo o seu potencial; desenvolver suas competências; viver de acordo com a sua missão de vida; ter consciência de seus valores; identificar e desafiar suas crenças limitantes; estabelecer metas; ter o hábito de planejar o caminho para o alcance dos seus objetivos; gerenciar eficientemente o seu tempo; medir resultados; e reavaliar sempre suas ações, gerando constantes ações e aprendizados.

Enfim, todo esse progresso, culminará em sua evolução humana contínua, no aumento da qualidade de vida, plenitude e felicidade de um ser muito especial: VOCÊ!

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6 comentários para “Em outra direção está o verdadeiro sentido!

  1. Ana disse:

    Parabéns!Site maravilhoso!Muito bem organizado, com boas dicas e ótimo conteúdo.

    Adorei.

    1. Taciana H Thomazini disse:

      Muito obrigada, Carol, pela sua visita aqui e pelo retorno positivo! Volte sempre para compartilharmos nossas histórias e aprendizados de vida.

  2. Fabrício Cesare disse:

    Muito bom! Adorei! Sucesso Taciana!

    1. Taciana H Thomazini disse:

      Muito obrigada, Fabrício! Tive o grande prazer de trabalhar contigo e conhecer seu admirável caráter. Continue nesta direção!

  3. Helenice disse:

    Muito bom! Artigo esclarecedor e indicador de dde saídas para os jovens que estão atravessando esse período de escolhas em suas vidas.

    1. Taciana H Thomazini disse:

      Olá, Helenice! Muito obrigada pelo seu retorno. Juntas, faremos muita diferença na vida de nossos jovens.

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